quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ausência da alma

 Muitos não querem amigos, desejam sequazes. Querem o epíteto de "Rei da verdade" quando na realidade são apenas seres desprovidos de uma alma.
 Chamá-los de tolos seria um elogio. Diria os ignóbeis da sociedade, entrei tais as tarântulas prontas para injetar seu veneno nos que se aproximam.
 O homem cada vez mais avança na tecnologia, pois ele próprio está tornando-se uma máquina. Um dândi cujo olhar não esconde a malícia e futileza abrangidas dentro de um só ser.
 Exteriormente possuem boa aparência, mas a alma encontra-se em frangalhos.
 Cada vez mais nota-se o avanço da tecnologia e a decadência da raça humana. Os inteligentes podem encontrá-los facilmente, os sábios, raramente.
 A inteligência é mais fácil de se obter do que a sabedoria, pois necessita de uma boa mente, enquanto que a sabedoria vem de experiências e observações.
 Não deixam de ser ignorantes aqueles que possuem apenas a inteligência a seu favor mas não buscam outros conhecimentos, que vivem de forma leviana e esquecem o essencial do ser humano. 
Todos nascem com a bondade dentro de si, mas a mesma é enterrada nos recônditos da alma pela sociedade.
 São os de caráter fraco. Quem se deixa influenciar por prazeres momentâneos, é como quem come frutos sem semear novas sementes.
 O prazer acaba, a vida passa e o tempo nos devora.
 Devemos cumprir o dever básico de todo ser humano: Conhecer. Não apenas com a mente, mas com a alma. 
 Não é um problema que as pessoas sejam inteligentes; muito pelo contrário. O grande problema é quando esta substitui o caráter e a essência.


   

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